Será que muitas pessoas que têm asma estão destinadas a conviver com esta doença ou remédios para o resto da vida? Culpa da genética, nasceram mal e agora precisam conviver com isto? Ou são o frio e a poeira, inevitáveis, que determinam o destino da saúde dessas pessoas?
Todo mundo sabe que asma é uma doença alérgica, que o pulmão fica irritado e fica difícil a passagem de ar. Mas porque a pessoa desenvolve essa alergia? Poeira? Genética? Clima? Alimentos? Mas se tanta gente convive com muita poeira e come tudo que é tipo de coisa, como só alguns ficam doentes?
Assim como todas as doenças alérgicas, ou as que envolvem imunidade, a asma é decorrente de uma soma de modificações no corpo que resultam em uma disfunção, neste caso do pulmão. A genética, o clima, a poeira e a alimentação influenciam sim, mas não determinam.
A saúde do sistema digestivo é um grande determinante da eficiência imunológica e causas como falta de ácido no estômago podem influenciar o desenvolvimento de doenças alérgicas. Também não é impressão ou coincidência que pessoas nervosas, ansiosas, preocupadas acabem tendo crises mais frequentes em todas as doenças auto-imunes. A adrenalina liberada nesses casos causa um desbalanço no sistema nervoso e imunológico. Quanto mais calma e equilibrada a pessoa, menos alergias. É por isso também que medidas como meditação, acupuntura e yoga melhoram o quadro de pessoas asmáticas.
E as crianças, porque ficam asmáticas? A ansiedade dos pais com certeza se transmite mas essa não é a principal causa. O desbalanço digestivo parece ser fator determinante para casos alérgicos nos pequenos. A amamentação nos 3 primeiros meses de vida diminui em 30-50% o risco da criança desenvolver asma. Junto com o leite da mãe, além de nutrientes importantíssimos, vão também bactérias boas que irão habitar no intestino da criança e ajudá-la na digestão e na formação de sua imunidade. Vendo a importância destas bactérias, deve-se considerar também o que significa dar antibióticos a crianças em idade tão precoce. O medo das bactérias muitas vezes acaba causando uma falta delas e consequências bastante desagradáveis ao organismo.
Na prática, o verdadeiro e definitivo tratamento é equilibrar o sistema digestivo, diminuir fatores alérgicos tanto do ambiente quanto da alimentação e aplicar medidas que reduzam o stress. Isso é difícil e demorado, exige conhecimento, dedicação e disciplina.
Para resultados rápidos, podemos usar de artifícios naturais que ajudam a equilibrar temporariamente o sistema respiratório. Entre eles:
– Magnésio: Mineral que “acalma” o corpo e a mente. Em alguns lugares é usado endovenoso em crises de asma que não respondem a tratamento algum. Também ajuda a longo prazo. Além de melhorar a asma, diminui a ansiedade, controla a pressão arterial, faz o intestino funcionar, entre outros.
– Vitamina C: A natural, contida nos alimentos. Estudos demonstraram que níveis baixos dela causam disfunção pulmonar. Quem fuma tem seus níveis de vitamina C reduzidos nos pulmões, daí um dos motivos da sensibilidade respiratória nos fumantes.
– Recursos orientais: Importadas da medicina chinesa, algumas ervas funcionam tão bem, ou até melhor que muitos químicos fortes que conhecemos. A Boswellia é um anti-inflamatório potente, que ajuda em todas as doenças alérgicas. Existe também uma incrível mistura de ervas chamada Ashmi que tem o mesmo efeito benéfico dos corticosteróides, amplamente usados em casos de asma, artrite, psoríase e outros. A diferença é que elas não induzem a nenhum dos complicados efeitos colaterais destes hormônios.
Acomodar-se com a idéia de que se tem um diagnóstico irreversível e que é preciso conviver com uma doença pelo resto da vida não só é triste como perigoso. A verdadeira causa do adoecimento e os desequilíbrios continuam a atuar deixando a pessoa cada vez mais frágil e estressada. Isso diminui não só a qualidade como a quantidade de vida.